Sejam bem-vindos!

Sejam bem-vindos!

Espero que as informações obtidas neste blog possam contribuir para seus conhecimentos...

Minhas atualizações são feitas semanalmente, são conteúdos de estudo, análise e discussões realizadas em sala de aula (Faculdade: IESA, Disciplina: Administração de Recursos Humanos II, Professora: Ana Maria), onde
fazemos debates, dinâmicas, trabalhos em grupo e a leitura periódica do Carderno Trabalho & Formação Profissional do Jornal Correio Braziliense, dos domigos.

Não deixem de ler os artigos sobre Trabalho e Formação Profissional , Notícias Importantes para Administradores de Empresa e assistirem aos vídeos interessantes sobre profissões, educação, motivação, liderança, meio ambiente, mistérios e outros.

Mantenham-se atualizados.

Voltem sempre!


Luciane



28 de outubro de 2009

Artigo do dia 15/09/2009 - Embarque Imediato

Artigo do Jornal Correio Braziliense - Carderno: Trabalho & Formação Profissional do dia 15/09/2009

Comentários do caderno:
1- Falta de profissionais capacitados no setor aeroviário e aeronauta;
  - Salários não atraentes;
  - A Língua Inglesa é muito valorizada;
  - Profissionais preferem trabalhar no Exterior para serem valorizados;
  - Bolsa de formação para pilotos, incentivada pela ANAC (240 bolsas de 75% do valor das aulas práticas);
   - Candidatos passarão por processo seletivo (18 à 35 anos de idade);
   - Críticos falam que deveriam investir mais em mêcanicos de aeronaves do que em pilotos;
   - A profissão exige disposição, pois a carga horária é pesada e necessário adaptação à rotina e se manter qualificado;
2- Redes de inovações dentro da Empresa (Redes Sociais): comunicação por meio da internet;
3- Metas pessoais e produtividade;
4- Atingir nossos objetivos e sonhos pessoais;
5- De olhos bem abertos: ações para proteger a visão dos profissionais;
  - Síndrome do computador;
  - Trabalhadores de obras e motoristas rodoviários;
6- Novas leis para Concursos Públicos;
7- Anúncios de qualidade e enganosos.

Artigo do dia 02/09/2009 - Currículo em boa forma

Artigo do Jornal Correio Braziliense - Carderno: Trabalho & Formação Profissional do dia 02/09/2009

Comentários do caderno:
1- Capa: SESC abrirá 200 vagas de estágio
   - Os universitários poderão aplicar as teorias aprendidas na faculdade;
   - Reconhecimento e aproveitamento do estagiário;
2- Carreira e Aposentadoria;
3- Concurso FURNAS (níveis: médio, técnico e superior).

Artigo do dia 08/09/2009 - A caminho da antropólogia

Artigo do Jornal Correio Braziliense - Carderno: Trabalho & Formação Profissional do dia 08/09/2009

Comentários da capa:
1- Sairá o Edital do Concurso Público do IBGE para o cargo de agente censitário temporário;
  - Objetivo: pesquisa sócio-economica-cultural;
  - Grande oportunidade de ingressar e conhecer o funcionalismo público;

Artigo do dia 18/08/2009 - Execute sua operação de sucesso

Artigo do Jornal Correio Braziliense - Carderno: Trabalho & Formação Profissional do dia 18/08/2009

Comentários do caderno:
Capa: Fala sobre o concurso e o serviço da Polícia Rodoviária Federal
1- Redação: vilã em concurso público, falta de leitura;
2- Alcoolismo: lei mais rígida;
3- Entrevista de trabalho: observação do comportamento, vestuário, pró-atividade... dos candidatos;
4- PNE (Portadores de Necessidades Especiais);
5- Liderança, Lider e Liderado;
6- Processo Cultural do Brasil;
7- Responsabilidade social das Empresas;
8- Consumidor: procura por produtos de melhor qualidade;
9- Cirque de Souleil = disciplina.

8 de outubro de 2009

RECEITA PARA UM BOM RELEASE

Para que o seu release seja aproveitado é necessário que as informações sejam corretas e quantos menos trabalho der a um jornalista, maior é a chance de ele ser aproveitado.
A maioria dos releases costuma ser produzida como se fosse um folheto de vendas, isso não funciona no relacionamento com a imprensa.
Um bom relacionamento com a imprensa requer algo mais do que simplesmente mandar e-mail ou telefonar para o jornalista. É preciso respeitar o horário do fechamento de pauta na redação. Entender que o jornalista tem pressa porque precisa fechar inúmeras matérias diariamente.
O emitente da informação deve ser uma fonte sobre sua área da atuação, e não apenas sobre a empresa para qual presta assessoria.

O Release padrão
Todo release deve ter sempre data, partindo-se do pressuposto de que a informação nele contida é notícia. É preciso dar ao editor a sensação de urgência e de que a informação é atual.
É aconselhável também escrever em espaço duplo, para que o destinatário possa fazer anotações ou alterações.
Um release deve ter no máximo duas páginas. Isso geralmente é o bastante para apresentar a informação para urna pequena nota e o suficiente para estimular a curiosidade do editor, que vai procurar mais detalhes.

Colocar ou não o logotipo da empresa
É recomendável usar sempre logotipo da empresa assessorada, pois a marca dela deve prevalecer. A assessoria não pode ter mais destaque que a empresa que ela ajuda a divulgar.
Ao enviar o release por e-mail é melhor encaminhar o arquivo aberto.

Contato com os jornalistas
O profissional encarregado de atender à imprensa deve estar bem informado sobre a empresa e o produto ou serviço oferecido.
O nome dessa pessoa e seu número de telefone devem constar no final do release. Ela tem de conhecer absolutamente tudo para não truncar a comunicação com o jornalista. É importante que todos os que forem mencionados no release estejam autorizados e aptos a responder perguntas.

A Notícia
O título da notícia deve transmitir novidade. Não deve enaltecer a realização da empresa. O texto de um release deve ser notícia do ponto de vista da publicação à qual ele se destina, além de dar ao editor um estímulo para prosseguir a leitura. O jornalista que recebe o texto precisa achar que aquela informação vai ser Importante para o leitor. Faça um título curto e use um verbo de ação positiva que obrigue o editor a continuar a leitura para saber do que se trata. A palavra "novo" é a essência de qualquer notícia.

Destaque as vantagens
As vantagens oferecidas por um produto ou serviço são mais importantes do que suas características. É importante mostrar os benefícios que o novo produto vai trazer para os leitores da revista ou do jornal nas quais se pretende que a informação seja veiculada. Isso, sim, é noticia.

Precisão
Pode parecer óbvio, mas nunca libere um texto para a imprensa sem ter absoluta certeza de que as informações são precisas.

Objetividade
Mantenha-se no ponto principal de sua notícia. É Impossível abranger o mundo inteiro em um release. Tente não repetir demais o nome de sua empresa o de seu produto. Se a reportagem for feita, a empresa será citada - ela, afinal, é a fonte da notícia.

Lead
A informação mais importante deverá estar nas primeiras linhas, ou seja, no lead. No jargão jornalístico, lead é a parte Inicial do texto, na qual devem estar as informações mais Importantes. Ele está para a jornalismo assim como o rótulo está para um produto industrializado.

http://www.tfscomunicacao.com.br/

Qualidade de Vida

Antigamente, não havia qualidade de vida. Quer dizer, não se falava em qualidade de vida. Agora só se fala em qualidade de vida e, em matéria de qualidade de vida, sou um dos sujeitos mais ameaçados que conheço.
Na verdade, me dizem que venho experimentando uma considerável melhora de qualidade de vida, mas tenho algumas dúvidas.
Minha qualidade de vida, na minha modesta opinião pessoal, não tem melhorado essas coisas todas, com as providências que me fazem tomar e as violências que sou obrigado a cometer contra mim mesmo.
Geralmente suporto bem conversas sobre qualidade de vida, mas tendo cada vez mais a retirar-me do círculo ou recinto onde me encontro, quando começam a falar nela.
A comida mesmo me faz estar considerando, no momento, comprar uma balança de precisão e um computador de bolso com um programa alimentar especial.
Antes eu comia do que gostava.
Fui criado, por exemplo, com comida frita na banha de porco ou, mais tarde, na gordura de côco. Meus avós, todos mortos depois dos 90 (com exceção do que só comia o saudabilíssimo azeite de oliva - e ele morreu de AVC), comiam banha de porco e torresmo regularmente, mas, claro, ainda não tinham sido informados de que se tratava de prática mortal.
Aliás, comida saudável, que se ensinava nos manuais até para crianças, era composta de leite integral, ovos, pão (com manteiga), carne vermelha ou peixe - frito, então, era uma maravilha para estômagos delicados - frutas e legumes à vontade.
Depois disso, até atingirmos a atual qualidade de vida, fulminaram o leite. Alimento completo, passou a ser encarado com desconfiança e hoje não sei de ninguém que beba leite integral, a não ser, talvez, algum gorila do Zoológico.
O ovo sofreu ataque violentíssimo, assim como o açúcar, a ponto de, tenho certeza, várias receitas tradicionais de doces serem hoje achados arqueológicos e as poucas que restam constituam uma imitação desenxabida das que empregavam ingredientes normais e não essas massas e líquidos insossos que vivem distribuindo como leite, manteiga, etc.
Claro, mudaram de idéia a respeito do ovo recentemente, mas a mudança de idéias deles só pode ser vista com desconfiança.
Não houve o tempo, e não é preciso ser nenhum Matusalém para lembrar, em que, para substituir a manteiga era exigida margarina, alimento saudabilíssimo, que não fazia nenhuma das monstruosidades operadas pela manteiga?
O negócio era margarina e durou bastante, até que descobriram que margarina pode ser até pior do que manteiga. Melhor, na verdade, abolir manteiga inteiramente. E margarina, claro, nem pensar.
Carne vermelha é uma abominação. Carne de porco é um terror. Vísceras de qualquer tipo devem ser evitadas como o Diabo foge da cruz.
Açúcar, meu Deus! Sorvete? Só para crianças, e crianças de pais irresponsáveis.
Aliás, é um bom desafio achar algo unanimemente aprovado pelos nutricionistas, a não ser, tudo indica, capim.
Mas ninguém pode viver de capim, de maneira que, relutantemente, deixam a gente comer uma coisinha qualquer, contanto que não ultrapassemos o limite de calorias e não ingiramos o proibido e, mesmo assim, com restrições.
Peixe cozido ou grelhado, por exemplo, geralmente pode, mas paira sobre seu infeliz consumidor a ameaça de que não esteja fresco ou esteja contaminado por metais pesados e pelo lixo que jogam em rios e mares.
Peito de frango (e eu que sou homem de coxas e antecoxas) também assusta, por causa dos hormônios que dão às galinhas e as neuroses que elas desenvolvem, nascendo sem mãe e sendo criadas em cubículos em que mal podem se mexer, a ponto de terem de ser debicadas, para não se autodevorarem histericamente.
Ou seja, mesmo comendo um peito de galinha sem uma gota de qualquer gordura e acompanhado somente por matos e alguns legumes (cuidado com a contaminação de tomates, cenouras e alfaces!), o infeliz se arrisca.
Mas vou usar o computador para calcular as calorias, as gorduras e outras características de cada refeição, porque, agora que minha qualidade de vida está melhorando a cada dia, preciso ser coerente.
Fumar, não mais, nem uma pitadinha depois do café (que ninguém sabe direito se faz bem ou faz mal, temperado com adoçante, que também ninguém sabe se faz bem ou faz mal).
Beber, esqueça, vai deixar você demente aos 60, além de dar cirrose e hepatite.
O famoso copinho de vinho, além de ser uma porção ridícula, também está sendo questionado no momento.
Parece que não é bem assim, e uma autoridade no assunto disse outro dia no jornal que o melhor é tomar suco de uva - não industrializado, é claro, por causa dos aditivos.
Restam também os exercícios. Fico felicíssimo, quando, suando e bufando no calçadão, sinto o ar fresco invadir os meus pulmões (preferia logo uma tenda de oxigênio), as pernas doendo e a certeza de que minha qualidade de vida vai cada vez melhor.
Até minha pressão arterial (13 a 14 por 8), que era considerada boa para minha idade, agora já é alta e o pessoal dos 12 por 8 já começa a entrar na faixa de risco.
Enfim, é duro manter esta boa qualidade de vida, ainda mais agora que me anunciam que caminhadas somente não bastam, tem de malhar também.
Ou seja, temos que nos dedicar o tempo todo a manter nossa qualidade de vida.
Mas, aqui entre nós, se vocês no futuro virem um gordão tomando caldinho de feijão com torresmo no boteco, depois de um chopinho e o acharem vagamente parecido comigo, talvez seja eu mesmo, sofrendo de uma pavorosa qualidade de vida.
A diferença é grande. Tanto eu quanto vocês vamos morrer do mesmo jeito, mas vocês, depois da excelente qualidade de vida que estão desfrutando aí com sua rúcula com suco de brócolis, vão ter uma ótima qualidade de morte, falecendo em perfeita saúde e eu lá, no meu velório, com um sorriso obeso e contente no rosto dissoluto.

Texto recebido pela Internet e com autoria atribuída ao João Ubaldo.
Fonte: http://www.aconteser.com.br/qualidadedevida.htm

OS DALITS NAS ORGANIZAÇÕES

Eunice Mendes e Lena Almeida: Consultoras Seniores do Instituto MVC, Autoras do livro FALAR BEM É FÁCIL e do Programa e-learning Técnicas de Apresentação.

OS DALITS NOSSOS DE CADA DIA

QUER CONHECER UM HOMEM? DÊ-LHE PODER!
(Anônimo)

A palavra indiana dalit significa quebrado, esmagado, oprimido. Para os indianos pertencentes às castas, os dalits representam a poeira nos pés de Deus. São os párias, os proscritos, cuja vida é regida por um sistema de apartheid. Até o esbarrar em suas sombras pode poluir o corpo e a alma dos homens de casta. Os dalits não podem orar nos templos, e nas escolas não lhes é dado o direito de entrar em sala de aula; se entram, só podem se sentar nas últimas fileiras. A voz deles quase nunca é ouvida. Por isso os dalits são quase sempre analfabetos e a taxa de mortalidade infantil entre eles chega a 10%. São os últimos no ranking social e sequer são considerados como parte do sistema.
Esta realidade mostrada na novela Caminho das Índias, da TV Globo é um claro exemplo de discriminação. Talvez nos espante o tratamento dado aos dalits, mas nos esquecemos de olhar os dalits do nosso cotidiano. Esquecemos que, muitas vezes, também somos acometidos de uma cegueira preconceituosa causada pela nossa prepotência.
O psicólogo Fernando B. Costa é autor de uma tese de mestrado muito reveladora sobre a “Invisibilidade Social”. Ele vestiu um uniforme de gari e por oito anos varreu um campus universitário, para observar o tratamento dispensado aos profissionais que exerciam trabalho braçal mal remunerado naquele local. Essas pessoas pareciam invisíveis, eram os nossos dalits, aqueles que varriam as ruas, recolhiam os tocos de cigarro, as fezes dos cachorros, enfim, faziam o trabalho considerado sujo e não apropriado para quem tem acesso à informação, faz faculdade, conquista um emprego e tem chance de ascender na escala social. Os invisíveis jamais recebiam um bom-dia, um sorriso, um olhar, uma conversa amistosa… O autor da tese concluiu que, naquele ambiente, as funções sociais eram mais valorizadas do que os indivíduos.

Quem tratamos como dalits no nosso dia a dia?

Comece a prestar atenção nas ruas e perceba a reação de algumas pessoas se um mendigo se aproxima ou se uma criança pede um lanche. A maioria finge que não vê, muda de calçada, alguns até soltam palavras de ódio contra quem ousa lhes dirigir a palavra.
Nas empresas acontece o mesmo. Vamos repensar como estão as nossas relações interpessoais? Como exercemos o poder? Como pedimos aos boys para fazer suas tarefas? Cobramos sem ensinar? Como tratamos a moça do café, a que limpa os banheiros, o funcionário novato que não conhece as regras da empresa?
Nós não transformamos em dalits somente os que exercem as funções mais humildes, mas também nossos pares. Quem escolhemos para ser nosso saco de pancadas, a quem estendemos o dedo acusador só por crueldade?
Ninguém é permanentemente generoso. Nós também somos sádicos e perversos, bichos raivosos prontos para atacar, principalmente quem não pode, por mero instinto de sobrevivência, se defender…

PARA REFLETIR:
Será que é possível fazer uma auto-análise consciente para ter mais respeito, empatia, compaixão?
Não se engane: cada um de nós também é um dalit para alguém, quando:
a) Um novo profissional exerce o mesmo cargo que o seu e entra na empresa ganhando o dobro do seu salário;
b) O Diretor não o convida para o fim de semana na casa de praia, mas convida todo o resto do seu grupo;
c) Aquele trainee trata você com arrogância e nem quer saber o que você pode lhe ensinar;
d) Na reunião, o cliente só olha para os outros sócios e não presta atenção no que você diz;
e) Você se sente um estranho no ninho em um determinado ambiente;
f) Em uma roda social, você percebe que alguém faz uma ironia ou ignora a sua presença;
g) Você é discriminado pela sua cor, posição social ou postura política.

Ninguém quer ser invisível nem quer ser ignorado. A indiferença é para muitos uma espécie de morte moral.
A sobrevivência saudável também precisa de atenção, elogios, reconhecimento e respeito.

Outros textos poderão ser encontrados no site: www.institutomvc.com.br/Biblioteca

Fonte: http://www.institutomvc.com.br/insight200.htm#mat1

INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

PERGUNTAS E RESPOSTAS

1. Que é Segurança do Trabalho?

Segurança do trabalho pode ser entendida como os conjuntos de medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador.
A Segurança do Trabalho estuda diversas disciplinas como Introdução à Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho, Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas, Equipamentos e Instalações, Psicologia na Engenharia de Segurança, Comunicação e Treinamento, Administração aplicada à Engenharia de Segurança, O Ambiente e as Doenças do Trabalho, Higiene do Trabalho, Metodologia de Pesquisa, Legislação, Normas Técnicas, Responsabilidade Civil e Criminal, Perícias, Proteção do Meio Ambiente, Ergonomia e Iluminação, Proteção contra Incêndios e Explosões e Gerência de Riscos.
O quadro de Segurança do Trabalho de uma empresa compõe-se de uma equipe multidisciplinar composta por Técnico de Segurança do Trabalho, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Médico do Trabalho e Enfermeiro do Trabalho. Estes profissionais formam o que chamamos de SESMT - Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho. Também os empregados da empresa constituem a CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, que tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.
A Segurança do Trabalho é definida por normas e leis. No Brasil a Legislação de Segurança do Trabalho compõe-se de Normas Regulamentadoras, Normas Regulamentadoras Rurais, outras leis complementares, como portarias e decretos e também as convenções Internacionais da Organização Internacional do Trabalho, ratificadas pelo Brasil.

2. Porque minha empresa precisa constituir equipe de Segurança do Trabalho?

Porque é exigido por lei. Por outro lado, a Segurança do Trabalho faz com que a empresa se organize, aumentando a produtividade e a qualidade dos produtos, melhorando as relações humanas no trabalho.

3. Que é acidente de trabalho?

Acidente de trabalho é aquele que acontece no exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional podendo causar morte, perda ou redução permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.
Equiparam-se aos acidentes de trabalho:
1. O acidente que acontece quando você está prestando serviços por ordem da empresa
fora do local de trabalho
2. O acidente que acontece quando você estiver em viagem a serviço da empresa
3. O acidente que ocorre no trajeto entre a casa e o trabalho ou do trabalho para casa.
4. Doença profissional (as doenças provocadas pelo tipo de trabalho.
5. Doença do trabalho (as doenças causadas pelas condições do trabalho.
O acidente de trabalho deve-se principalmente a duas causas:
I. Ato inseguro

É o ato praticado pelo homem, em geral consciente do que está fazendo, que está contra as normas de segurança. São exemplos de atos inseguros: subir em telhado sem cinto de segurança contra quedas, ligar tomadas de aparelhos elétricos com as mãos molhadas e dirigir a altas velocidades.

II. Condição Insegura

É a condição do ambiente de trabalho que oferece perigo e ou risco ao trabalhador. São exemplos de condições inseguras: instalação elétrica com fios desencapados, máquinas em estado precário de manutenção, andaime de obras de construção civil feitos com materiais inadequados.

Eliminando-se as condições inseguras e os atos inseguros é possível reduzir os acidentes e as doenças ocupacionais. Esse é o papel da Segurança do Trabalho.

4. Onde atua o profissional de Segurança do Trabalho?

O profissional de Segurança do Trabalho tem uma área de atuação bastante ampla. Ele atua em todas as esferas da sociedade onde houver trabalhadores. Em geral ele atua em fábricas de alimentos, construção civil, hospitais, empresas comerciais e industriais, grandes empresas estatais, mineradoras e de extração. Também pode atuar na área rural em empresas agro-industriais.

5. O que faz o profissional de Segurança do Trabalho?

O profissional de Segurança do Trabalho atua conforme sua formação, quer seja ele médico, técnico, enfermeiro ou engenheiro.O campo de atuação é muito vasto. Em geral o engenheiro e o técnico de segurança atuam em empresas organizando programas de prevenção de acidentes, orientando a CIPA, os trabalhadores quanto ao uso de equipamentos de proteção individual, elaborando planos de prevenção de riscos ambientais, fazendo inspeção de segurança, laudos técnicos e ainda organizando e dando palestras e treinamento. Muitas vezes esse profissional também é responsável pela implementação de programas de meio ambiente e ecologia na empresa.
O médico e o enfermeiro do trabalho dedicam-se a parte de saúde ocupacional, prevenindo doenças, fazendo consultas, tratando ferimentos, ministrando vacinas, fazendo exames de admissão e periódicos nos empregados.

6. O que exatamente faz cada um dos profissionais de Segurança do Trabalho?

A seguir a descrição das atividades dos profissionais de Saúde e Segurança do Trabalho, de acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações - CBO.


Engenheiro de Segurança do Trabalho - CBO 0-28.40
• Assessora empresas industriais e de outro gênero em assuntos relativos à segurança e higiene do trabalho, examinando locais e condições de trabalho, instalações em geral e material, métodos e processos de fabricação adotados pelo trabalhador, para determinar as necessidades dessas empresas no campo da prevenção de acidentes;
• Inspeciona estabelecimentos fabris, comerciais e de outro gênero, verificando se existem riscos de incêndios, desmoronamentos ou outros perigos, para fornecer indicações quanto às precauções a serem tomadas;
• Promove a aplicação de dispositivos especiais de segurança, como óculos de proteção, cintos de segurança, vestuário especial, máscara e outros, determinando aspectos técnicos funcionais e demais características, para prevenir ou diminuir a possibilidade de acidentes;
• Adapta os recursos técnicos e humanos, estudando a adequação da máquina ao homem e do homem à máquina, para proporcionar maior segurança ao trabalhador;
• Executa campanhas educativas sobre prevenção de acidentes, organizando palestras e divulgações nos meios de comunicação, distribuindo publicações e outro material informativo, para conscientizar os trabalhadores e o público, em geral;
• Estuda as ocupações encontradas num estabelecimento fabril, comercial ou de outro gênero, analisando suas características, para avaliar a insalubridade ou periculosidade de tarefas ou operações ligadas à execução do trabalho;
• Realiza estudos sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais, consultando técnicos de diversos campos, bibliografia especializada, visitando fábricas e outros estabelecimentos, para determinar as causas desses acidentes e elaborar recomendações de segurança.


Técnico de Segurança do Trabalho - CBO 0-39.45
• Inspeciona locais, instalações e equipamentos da empresa, observando as condições de trabalho, para determinar fatores e riscos de acidentes; estabelece normas e dispositivos de segurança, sugerindo eventuais modificações nos equipamentos e instalações e verificando sua observância, para prevenir acidentes;
• Inspeciona os postos de combate a incêndios, examinando as mangueiras, hidrantes, extintores e equipamentos de proteção contra incêndios, para certificar-se de suas perfeitas condições de funcionamento;
• Comunica os resultados de suas inspeções, elaborando relatórios, para propor a reparação ou renovação do equipamento de extinção de incêndios e outras medidas de segurança;
• Investiga acidentes ocorridos, examinando as condições da ocorrência, para identificar suas causas e propor as providências cabíveis;
• Mantém contatos com os serviços médico e social da empresa ou de outra instituição, utilizando os meios de comunicação oficiais, para facilitar o atendimento necessário aos acidentados;
• Registra irregularidades ocorridas, anotando-as em formulários próprios e elaborando estatísticas de acidentes, para obter subsídios destinados à melhoria das medidas de segurança;
• Instrui os funcionários da empresa sobre normas de segurança, combate a incêndios e demais medidas de prevenção de acidentes, ministrando palestras e treinamento, para que possam agir acertadamente em casos de emergência;
• Coordena a publicação de matéria sobre segurança no trabalho, preparando instruções e orientando a confecção de cartazes e avisos, para divulgar e desenvolver hábitos de prevenção de acidentes;
• Participa de reuniões sobre segurança no trabalho, fornecendo dados relativos ao assunto, apresentando sugestões e analisando a viabilidade de medidas de segurança propostas, para aperfeiçoar o sistema existente.


Médico do Trabalho - CBO - 0-61.22
• Executa exames periódicos de todos os empregados ou em especial daqueles expostos a maior risco de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais, fazendo o exame clínico e/ou interpretando os resultados de exames complementares, para controlar as condições de saúde dos mesmos a assegurar a continuidade operacional e a produtividade;
• Executa exames médicos especiais em trabalhadores do sexo feminino, menores, idosos ou portadores de subnormalidades, fazendo anamnese, exame clínico e/ou interpretando os resultados de exames complementares, para detectar prováveis danos à saúde em decorrência do trabalho que executam e instruir a administração da empresa para possíveis mudanças de atividades;
• Faz tratamento de urgência em casos de acidentes de trabalho ou alterações agudas da saúde, orientando e/ou executando a terapêutica adequada, para prevenir conseqüências mais graves ao trabalhador;
• Avalia, juntamente com outros profissionais, condições de insegurança, visitando periodicamente os locais de trabalho, para sugerir à direção da empresa medidas destinadas a remover ou atenuar os riscos existentes;
• Participa, juntamente com outros profissionais, da elaboração e execução de programas de proteção à saúde dos trabalhadores, analisando em conjunto os riscos, as condições de trabalho, os fatores de insalubridade, de fadiga e outros, para obter a redução de absenteísmo e a renovação da mão-de-obra;
• Participa do planejamento e execução dos programas de treinamento das equipes de atendimento de emergências, avaliando as necessidades e ministrando aulas, para capacitar o pessoal incumbido de prestar primeiros socorros em casos de acidentes graves e catástrofes;
• Participa de inquéritos sanitários, levantamentos de doenças profissionais, lesões traumáticas e estudos epidemiológicos, elaborando e/ou preenchendo formulários próprios e estudando os dados estatísticos, para estabelecer medidas destinadas a reduzir a morbidade e mortalidade decorrentes de acidentes do trabalho, doenças profissionais e doenças de natureza não-ocupacional;
• Participa de atividades de prevenção de acidentes, comparecendo a reuniões e assessorando em estudos e programas, para reduzir as ocorrências de acidentes do trabalho;
• Participa dos programas de vacinação, orientando a seleção da população trabalhadora e o tipo de vacina a ser aplicada, para prevenir moléstias transmissíveis;
• Participa de estudos das atividades realizadas pela empresa, analisando as exigências psicossomáticas de cada atividade, para elaboração das análises profissiográficas;
• Procede aos exames médicos destinados à seleção ou orientação de candidatos a emprego em ocupações definidas, baseando-se nas exigências psicossomáticas das mesmas, para possibilitar o aproveitamento dos mais aptos;
• Participa da inspeção das instalações destinadas ao bem-estar dos trabalhadores, visitando, juntamente com o nutricionista, em geral (0-68.10), e o enfermeiro de higiene do trabalho (0-71.40) e/ou outros profissionais indicados, o restaurante, a cozinha, a creche e as instalações sanitárias, para observar as condições de higiene e orientar a correção das possíveis falhas existentes. Pode participar do planejamento, instalação e funcionamento dos serviços médicos da empresa. Pode elaborar laudos periciais sobre acidentes do trabalho, doenças profissionais e condições de insalubridade. Pode participar de reuniões de órgãos comunitários governamentais ou privados, interessados na saúde e bem-estar dos trabalhadores. Pode participar de congressos médicos ou de prevenção de acidentes e divulgar pesquisas sobre saúde ocupacional.


Enfermeiro do Trabalho CBO - 0-71.40
• Estuda as condições de segurança e periculosidade da empresa, efetuando observações nos locais de trabalho e discutindo-as em equipe, para identificar as necessidades no campo da segurança, higiene e melhoria do trabalho;
• Elabora e executa planos e programas de proteção à saúde dos empregados, participando de grupos que realizam inquéritos sanitários, estudam as causas de absenteísmo, fazem levantamentos de doenças profissionais e lesões traumáticas, procedem a estudos epidemiológicos, coletam dados estatísticos de morbidade e mortalidade de trabalhadores, investigando possíveis relações com as atividades funcionais, para obter a continuidade operacional e aumento da produtividade;
• Executa e avalia programas de prevenções de acidentes e de doenças profissionais ou não-profissionais, fazendo análise da fadiga, dos fatores de insalubridade, dos riscos e das condições de trabalho do menor e da mulher, para propiciar a preservação de integridade física e mental do trabalhador;
• Presta primeiros socorros no local de trabalho, em caso de acidente ou doença, fazendo curativos ou imobilizações especiais, administrando medicamentos e tratamentos e providenciando o posterior atendimento médico adequado, para atenuar conseqüências e proporcionar apoio e conforto ao paciente;
• Elabora e executa ou supervisiona e avalia as atividades de assistência de enfermagem aos trabalhadores, proporcionando-lhes atendimento ambulatorial, no local de trabalho, controlando sinais vitais, aplicando medicamentos prescritos, curativos, instalações e teses, coletando material para exame laboratorial, vacinações e outros tratamentos, para reduzir o absenteísmo profissional; organiza e administra o setor de enfermagem da empresa, provendo pessoal e material necessários, treinando e supervisionando auxiliares de enfermagem do trabalho, atendentes e outros, para promover o atendimento adequado às necessidades de saúde do trabalhador;
• Treina trabalhadores, instruindo-os sobre o uso de roupas e material adequado ao tipo de trabalho, para reduzir a incidência de acidentes;
• Planeja e executa programas de educação sanitária, divulgando conhecimentos e estimulando a aquisição de hábitos sadios, para prevenir doenças profissionais, mantendo cadastros atualizados, a fim de preparar informes para subsídios processuais nos pedidos de indenização e orientar em problemas de prevenção de doenças profissionais.


Auxiliar de Enfermagem do trabalho
• Desempenha tarefas similares às que realiza o auxiliar de enfermagem, em geral (5-72.10), porém atua em dependências de fábricas, indústrias ou outros estabelecimentos que justifiquem sua presença.
Fonte: Código Brasileiro de Ocupação - CBO

7. Como minimizar os custos com a Segurança do Trabalho?

A melhor maneira de minimizar os custos da empresa é investir na prevenção de acidentes. Muitos empresários têm a idéia errônea que devem diminuir seus investimentos em equipamentos de proteção individual, contratação de pessoal de segurança do trabalho e medidas de segurança. O custo de um acidente pode trazer inúmeros prejuízos à empresa.
O acidente leva a encargos com advogados, perdas de tempo e materiais e na produção. Sabem-se casos de empresas que tiveram que fechar suas portas devido à indenização por acidentes de trabalho. Com certeza seria muito mais simples investir em prevenção e em regularização da segurança nesta empresa, evitando futuras complicações legais.

8. Na minha empresa nunca teve acidente de trabalho. Acho que investir em Segurança atualmente é perda de tempo.

Isso não é correto. Investir em segurança também vai aumentar o grau de conscientização dos empregados. Fazer treinamento de segurança vai melhorar o relacionamento entre eles. Se nunca aconteceu acidente não quer dizer que nunca vai acontecer. Já diz a Bíblia, "Vigiai e orai, pois não sabeis o dia nem a hora" . Nunca sabermos a hora que um acidente pode acontecer, por isso devemos estar sempre prevenidos.

9. Acho que meu dever como administrador de empresas e ou dono da empresa é contratar o serviço de segurança do trabalho da empresa e ponto final.

Errado. Em uma campanha de segurança da empresa toda a diretoria deve estar envolvida. De nada adianta treinar os funcionários, fazer campanhas, se a diretoria, a maior responsável pela empresa, não estiver envolvida e engajada com a Segurança do Trabalho. Se isso acontecer a empresa fica sendo acéfala, isto é, sem cabeça, sem coordenação, perdendo-se tudo o que foi feito, caindo a Segurança do Trabalho no esquecimento em poucos meses.

10. O que fazer então se, sendo da diretoria da empresa, não sou profissional da área de segurança?

A primeira coisa a fazer é manter a mente aberta, conversar com os empregados, com o pessoal da área de segurança, participar do processo. Também é de muita valia assistir palestras e seminários, fazer cursos de atualização sobre gerenciamento, qualidade e meio ambiente. Em muitos desses cursos são ministradas tópicos envolvendo Segurança do Trabalho, que vem somar-se ao conhecimento necessário para fazer a empresa mais eficiente, segura, organizada e produtiva.

Fonte: http://www.areaseg.com/seg/

Celso Antunes - Inteligências Múltiplas

01/05/2005
Educador explica os conceitos de inteligência múltipla de Howard Gardner.

As pesquisas de Gardner representam verdadeiro símbolo educacional contemporâneo, ao sinalizar que o que se descobre sobre a mente humana, constitui não apenas saber acadêmico, mas instrumento de ação pedagógica imprescindível.

No dia 11 de julho de 2003, Howard Gardner completou sessenta anos com a propriedade de um currículo indiscutível. Professor de Educação e Diretor do Projeto Zero, no Harvard Graduate Scholl of Education e professor adjunto de Neurologia na Boston University Scholl of Medicine, é autor de inúmeros livros e criador de uma teoria educacional conhecida e aplicada no mundo inteiro. Além da notoriedade pública e reconhecimento como um dos mais influentes educadores deste século, em 1981 recebeu o Mac Arthur Prize Fellowship e, em 1990, tornou-se o primeiro norte-americano a ser condecorado com o Louisville Grawemeyr Award in Educatio, prêmios que por sua expressão e grandeza já sintetizam o admirável perfil de suas pesquisas e de suas obras.
Ninguém melhor que Gardner, entretanto, para falar sobre ele mesmo. Em seu livro lançado no Brasil no ano 2000 pela Editora Objetiva (Inteligência - Um conceito reformulado) descreve-se ao falar sobre seus pensamentos. "Nada em minha juventude diria que eu viria ser um estudioso (e um teórico) da inteligência.

Quando criança, eu era bom aluno e me saia bem em testes, portanto a questão da inteligência era relativamente simples para mim. Na verdade, em outra vida, talvez eu passasse a defender a visão clássica da inteligência, como tantos de meus contemporâneos brancos do sexo masculino que já estão envelhecendo. Típico garoto judeu que detestava ver sangue, eu (e muitos outros em meu mundo) pretendia ser advogado. Só em 1965, ao terminar a minha graduação no Harvard College, resolvi fazer pós-graduação em psicologia. A principio, como outros adolescentes, eu estava fascinado com as questões da psicologia que intrigam o leigo: emoções, personalidade, psicopatologia. Meus heróis em Sigmund Freud e meu professor, o psicanalista Erik Erikson, que havia sido analisado pela filha de Freud, Anna. No entanto, depois de ter conhecido Jerome Bruner, um pioneiro na pesquisa da cognição e do desenvolvimento humano, e de ter lido as obras de Bruner e de seu mestre, o psicólogo suíço Jean Piaget, resolvi fazer pós graduação em psicologia do desenvolvimento cognitivo."

As pesquisas de Gardner representam verdadeiro símbolo educacional contemporâneo, ao sinalizar que o que se descobre sobre a mente humana, constitui não apenas saber acadêmico, mas instrumento de ação pedagógica imprescindível. Mostrou de forma coerente que todos os seres humanos possuem diferentes tipos de mente e que pais e professores podem tornar possível uma educação personalizada, destacando que na imensa diversidade que existe em cada um, deve solidificar-se a certeza de que nenhum ser humano é perfeito em tudo, mas todos, absolutamente todos, possuem potencial de grandezas diversas, forças pessoais que devidamente reconhecidas coloca uma nova linha educacional a serviço do integral desenvolvimento humano e da extrema grandeza da singularidade de sua mente



AS PRINCIPAIS OBRAS DE GARDNER
Como pesquisador, professor e psicólogo atuante, Howard Gardner escreveu muitas obras individualmente ou com colaboradores, entre as quais, editadas em língua portuguesa, destacam-se as seguintes:

• A CRIANÇA PRÉ-ESCOLAR: COMO PENSA E COMO PODE A ESCOLA ENSINÁ-LA (ARTMED)
A NOVA CIÊNCIA DA MENTE. (EDUSP)
• ARTE, MENTE E CÉREBRO: UMA ABORDAGEM COGNITIVA DA CRIATIVIDADE. (ARTMED)
• ESTRUTURAS DA MENTE: A TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS (ARTMED)
• INTELIGÊNCIA: MÚLTIPLAS PERSPECTIVAS. (ARTMED)
• INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS: A TEORIA NA PRÁTICA (ARTMED)
• INTELIGÊNCIA: UM CONCEITO REFORMULADO. OBJETIVA
• MENTE QUE CRIAM: UMA ANOTOMIA DA CRIATIVIDADE (ARTMED)
• MENTES QUE LIDERAM: UMA ANATOMIA DA LIDERANÇA (ARTMED)
• TRABALHO QUALIFICADO: QUANDO A EXCELÊNCIA E A ÉTICA SE ENCONTRAM, escrito em parceria com CSIKSZENTMIHATYL & DAMON (ARTMED)
• PROJETO ESPECTRUM: A TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL - UTILIZANDO A COMPETÊNCIA DAS CRIANÇAS (Vol 1) escrito em parceria com FELDMAN & KRECHVSKY (ARTMED)
• PROJETO ESPECTRUM: A TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL - ATIVIDADES INICIAIS DE APRENDIZAGEM (Vol 2) escrito em parceria com FELDMAN & KRECHVSKY (ARTMED)
• PROJETO ESPECTRUM: A TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL - AVALIAÇÃO EM EDUCAÇÃO INFANTIL (Vol 3) escrito em parceria com FELDMAN & KRECHVSKY (ARTMED)

O QUE É INTELIGÊNCIA SEGUNDO HOWARD GARDNER
Inteligência é a faculdade de entender, compreender, conhecer. Inteligência é também juízo, discernimento, capacidade de se adaptar, de conviver. Constitui potencial biopsicológico não especificamente humano, mas que em seres humanos assume dimensão inefável. É, para Gardner, uma capacidade para resolver problemas e serve também para criar idéias ou produtos considerados válidos. As criaturas humanas possuem nível elevado de inteligência e por isso são criativas, revelam capacidade de compreender e de inventar e ao acolher uma informação, atribuir-lhe significado e produzir respostas pertinente.
É a inteligência que permite dar sentido as coisas que vemos e a vida que temos e que nos leva a conversa interior, resgates de "arquivos" da memória, capacidade de raciocínio, criação de objetivos e invenção de saídas quando parece não existir indícios de sua existência. Inteligência é saber pensar, possuir vontade para fazê-lo, criar e usar símbolos e graças a eles realizar conquistas extraordinárias, fazendo surgir o mito, a linguagem, a arte e a ciência. Somos quem somos porque lembramo-nos das coisas que nos são próprias e nos emocionamos, e a inteligência faz com que cada ser humano seja um ser único e compreenda plenamente o significado dessa individualidade.

O QUE SABEMOS E O QUE AINDA NÃO SABEMOS SOBRE A INTELIGÊNCIA HUMANA
A certeza de que trabalhando as inteligências múltiplas em sala de aula se está desenvolvendo linha de ação coerente com os saberes antropológicos, sociológicos e neuroanatômicos sobre a inteligência humana se apoia em algumas evidências indiscutíveis. Entre estas, cabe destacar.

• Como as inteligências constituem potencial biopsicológico de emprego imediato no dia a dia e recurso essencial para ajudar-nos a resolver problemas, adaptar-se as circunstâncias, criar e aprender, quem busca trabalhá-las em sala de aula necessita perceber que o conhecimento não é uma "coisa" que vem de fora ou se capta do meio, mas um processo interativo de construção e reconstrução interior e assim não pode ser "transferido" de um indivíduo para outro. Levando-se em conta essa assertiva descobre-se que o conhecimento é auto-construído e as inteligências são educáveis, isto é sensíveis a progressiva evolução, desde que adequadamente trabalhadas. A escola pode ser, portanto, um espaço fomentador de novas maneiras de pensar.

• Ainda que possam existir debates acadêmicos sobre a quantidade de inteligências que o ser humano possui, a classificação mais aceita é a de Howard Gardner que descreve em cada pessoa a existência de oito ou nove inteligências (Howard Gardner fala-nos em oito inteligências efetivamente comprovadas e uma nona (inteligência existencial) que ainda depende de maior aprofundamento e revisão para se acrescentar as oito conhecidas). claramente diferenciadas;

• O potencial humano quanto as inteligências é extremamente diversificado e essa diversidade deve-se a conjunção de fatores genéticos e estímulos ambientais desenvolvidos dentro e fora da escola. Uma pessoa sem distúrbios ou disfunções cerebrais é portador de todas as inteligências ainda que seja diversificado o potencial desta ou daquela;

• A ocorrência de disfunções cerebrais adquiridas ou não, pode afetar uma ou mais inteligências, sem que isso implique em um comprometimento integral. Em outras palavras, é possível neste ou naquele indivíduo a existência de um dificuldade ou distúrbio de aprendizagem que afete uma ou mais inteligências, sem que isso impeça o desenvolvimento potencial das demais.

• Cada uma das inteligências pode ser identificada através de diferentes manifestações e estas, apenas para efeitos didáticos, poderiam ser consideradas sub-inteligências. Desta forma a inteligência lingüistica por exemplo pode se manifestar através da escrita, da oralidade ou da sensibilidade e emoções despertadas pela intensidade com que se capta mensagens verbais ou escritas;

• O valor maior ou menor que a sociedade empresta a esta ou àquela inteligência subordina-se à cultura inerente e ao tempo e local em que se vive. Em alguns espaços geográficos, por exemplo, a capacidade musical se sobrepõe à lingüistica e em outros atribui-se valor maior a capacidade matemática que a administração de situações emocionais próprias ou em terceiros;

Ainda que qualquer faixa etária mostre-se sensível ao estímulo das inteligências, existem idades em que as mesmas respondem mais favoravelmente aos incentivos. Para a maior parte das inteligências a fase da vida mais sensível ao progresso estende-se dos dois aos quinze anos de idade. O cérebro humano é órgão que se compromete pelo desuso e portanto as diferentes inteligências necessitam de estímulos diversificados desde a vida pré-natal até idades bastante avançadas;

• Ao se pesquisar a inteligência humana e a evolução desse conceito, desde quando a neurologia pode beneficiar-se de estudos do cérebro em pessoas vivas, alguns poucos críticos enfatizaram que falar-se em Inteligências Múltiplas seria simplesmente "fragmentar-se a idéia de Inteligência", criando-se um modismo. Nada mais errado que supor que a identificação de inteligências diferentes "fragmenta" ou apenas classifica aspectos particularizados de um todo. A localização cerebral de áreas específicas para operar saberes específicos - como a área de Broca e de Wernicke para a linguagem - mostra que não existe uma inteligência global que se busca dividir, mas núcleos cerebrais distintos que operam competências específicas, ainda que o cérebro humano funcione mais ou menos como uma orquestra e áreas diferentes se envolvem para a apresentação de um resultado aparentemente único. O fato de se ouvir, por exemplo, o destaque do piano em uma melodia não significa que reconhecê-lo implica em "fragmentar" a orquestra.

• Não existe uma única abordagem pedagógica para o trabalho com as inteligências múltiplas em sala de aula e, portanto, não existem "receitas" definitivas sobre como estimulá-las.

Concluindo algumas das evidências destacadas por Gardner, seria lícito reafirmar que trabalhar com inteligências múltiplas não se afigura como um método de ensino cujo emprego supõe uma mudança radical na forma como antes se trabalhava. Ao contrário, estimular com atividades, jogos e estratégias as diferentes inteligências de nossos alunos é possível, não é complicado, não envolve custos ou despesas materiais significativas e pode ser desenvolvido para qualquer faixa etária e nível de escolaridade e em qualquer disciplina do currículo escolar.


MITOS E FANTASIAS PARA MUITO ALÉM DE GARDNER
A teoria das Inteligências Múltiplas alcançou larga popularidade em quase todo mundo e, dessa forma, as idéias que enfatizavam seu emprego em sala de aula assumiram inevitáveis desvios. Em uma obra recente [3] Gardner faz uma análise desses mitos, entre os quais destacamos alguns:

1. Uma variedade de testes necessitam ser desenvolvidos para que possamos avaliar o potencial de cada uma das oito ou nove inteligências humanas.

É um erro supor que possa se avaliar inteligências por testes, quantificando esse potencial. Uma avaliação coerente da inteligência espacial, por exemplo, deve permitir que o aluno explore uma área e perceba se consegue se orientar de maneira confiável, transferindo essa aprendizagem para áreas desconhecidas. Os estímulos, dessa forma, devem conduzir a um progressivo aperfeiçoamento que um criterioso diagnóstico, acompanhado de relatórios da ação do aluno (e não testes padronizados) revelará.

2. Uma inteligência é mais ou menos como uma disciplina escolar e, dessa forma, a Língua Portuguesa por exemplo deveria explorar competências lingüisticas, a Matemática exploraria competências lógico-matemáticas e assim por diante.

Nada mais errado que acreditar nesse mito. A inteligência é uma nova forma de construção de habilidades, baseada em capacidade e potenciais biológicos e psicológicos e não pode ser confundida com disciplinas escolares, que são organizações de saberes aglutinados por pessoas. Em qualquer disciplina é possível trabalhar-se uma ou várias inteligências.

3. Uma inteligência é a mesma coisa que um estilo de aprendizagem ou um método de ensino.

Um estilo de aprendizagem é uma abordagem que se aplica da mesma maneira em diferentes conteúdos; um método de ensino é uma seqüência de operações com vistas a determinados resultados e, dessa forma, o trabalho com estímulos às inteligências permite adaptar-se a diferentes estilos de aprendizagem e sua aplicação não constitui método de ensino que para ser implantado pressupõe a substituição do método utilizado. Gardner enfatiza que não existe "receita" pedagógica única e forma universal de trabalhar-se as múltiplas inteligências.

4. A teoria das Inteligências Múltiplas é incompatível com a existência de uma inteligência geral.

A teoria das Inteligências Múltiplas não questiona a existência de uma inteligência geral mas sim seu campo de conhecimento, admitindo que mesmo pessoas aparentemente bem dotadas em uma inteligência pouco serão capazes de realizar se não forem expostas a matérias que exijam essa inteligência. Quanto mais "inteligente" e diversificado for o ambiente e quanto mais incisivas as intervenções de mediadores, mais capazes se tornarão as pessoas e menos importante será sua herança genética.

Sintetizando, seria possível afirmar que a Teoria das Inteligências Múltiplas endossa três proposições essenciais:

5. Não somos todos iguais. Todo indivíduo, entretanto, é portador de forças cognitivas específicas que o diversifica e o singulariza.

6. Não temos com igual intensidade todos os tipos de inteligência pois temos mentes diferentes. Nesse sentido, toda avaliação que busca comparar ou nivelar seres humanos apresenta-se eivada de preconceitos.

7. A educação funciona de modo mais eficaz se essas diferenças forem levadas em consideração, se forças pessoais forem reconhecidas e se pais e professores empenharem-se em desenvolver projetos para efetivamente conhecer e estimular mentes, descobrindo em que são efetivamente capazes. Uma boa avaliação, portanto, deveria ser "o mais direta possível", orientando o aprender para fazer e verificando como ocorreu essa construção.

A essas proposições julgamos interessante acrescentar que um estímulo às inteligências somente ganha sentido se promovido através de um projeto, se estabelecido a partir de objetivos e trabalhados com pertinácia e com competência. Não se estimula inteligências acidentalmente ou com ações esporádicas.


A TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS
Em 1983, Howard Gardner, psicólogo da Universidade de Harvard concluiu o manuscrito "As Estruturas da Mente" (Artmed, 1994) que buscava ultrapassar a noção comum de inteligência, como um potencial que cada ser humano possuía em maior ou menor extensão e que este potencial pudesse ser medido por instrumentos verbais padronizados como teste de Q.I. Baseando-se no conceito de que inteligência é a capacidade de resolver problemas ou de criar produtos que sejam valorizados dentro de um ou mais cenários culturais e tomando como referência científica evidências biológicas e antropológicas introduziu oito critérios distintos para uma inteligência e propôs sete competência humanas, mais tarde elevadas para oito ou eventualmente nove.
A teoria de Gardner mudou de forma significativa o conceito de escola e de aula e abriu novas luzes sobre as competências humanas, mostrando que o sistema tradicional de avaliação baseado na capacidade de dominar conceitos escolares específicos necessitava de imperiosa renovação e que não mais havia sentido em se conceber este aluno mais inteligente que outro apenas porque dominava com maior ou menor facilidade as explanações de seu professor ou os conceitos do livro didático.
Hoje, pouco mais de vinte anos após a publicação dos pensamentos de Gardner, a idéia das inteligências múltiplas evoluiu do campo das especulações e constitui uma nova maneira de ensinar e, sobretudo, uma outra forma de conceber a capacidade dos alunos e a aula centrada em sua individualidade. A despeito disso tudo, entretanto, ainda existe algumas dificuldades em se situar com clareza a diferença que Gardner propôs para sua "teoria" e a "prática" da mesma.
"Teoria" e "prática" parecem ser palavras muito amigas e que gostam de andar juntas. Mas, enquanto a palavra "teoria" recebe o desdém e desprezo, como algo que valha apenas no papel mas não possui validade efetiva, a palavra "prática" ao contrário, recebe quase sempre o aplauso, revelando caráter de autenticidade e funcionando para valer. "Teoria" significa um conjunto de idéias científicas sistematizadas e pode muitas vezes assegurar indiscutível validade prática. É, por exemplo, o que acontece com a Teoria das Inteligências Múltiplas.
Os argumentos propostos por Gardner para mostrar a multiplicidade das inteligências parecem ser indiscutíveis. A lesão ou disfunção parcial do cérebro humano implica na perda de ações relativas a ou as inteligências especifica a essa área atingida e não a todas, assim como a manifestação da genialidade humana, destaca que alguns mostram exponencial inteligência lingüistica, como é o caso de Sheakespeare por exemplo, mas outros se projetaram por sua inteligência musical como Mozart, matemática como ocorreu com Einsten, corporal nitidamente presente em Garrincha, Pelé e outros e ainda muitas outras.
Ao lançar sua teoria, Gardner falava em sete inteligências, mas estudos e pesquisas posteriores elevaram esse número para nove, admitindo que tal diversidade pode ainda vir a ser ampliada quando ainda mais profundamente se conhecer a mente humana. Em linhas gerais, portanto, todas as pessoas sem disfunções cerebrais agudas apresentam em diferentes níveis de grandeza, as inteligências:

8. Espacial, expressa pela capacidade de relacionar o espaço próprio com o espaço do entorno, percebendo e administrando distâncias e pontos de referências, bem como revelando a capacidade em perceber visuo-espacialmente diferentes objetos, eventualmente transformando-os ou combinando-os em novas posições. Extremamente nítida em grandes arquitetos, manifesta-se também em pessoas que revelam facilidade em imaginar e percorrer referências espaciais, como alguns motoristas de praça de grandes cidades. Instiga a capacidade em pensar de maneira tridimensional e permite que a pessoa possua imagens externas e internas dos objetos através do espaço e decodifique com facilidade as informações gráficas. Crianças com elevado nível de inteligência espacial percebem com facilidade a mudança de algo em um cômodo de sua casa, detectando alterações mesmo sutis em ambientes que conhecem. Parecem "pensar" através de imagens visuais e muitas vezes destacam-se em atividades artísticas ou jogos que envolvem montagens. Não poucas são fascinadas por máquinas e possuem elevada habilidade manual, mas não se interessam muito por atividades rotineiras, refugiando-se em aventuras imaginárias.

9. Cinestésico-corporal, identificada à capacidade em controlar e utilizar o corpo, ou uma parte do mesmo em atividades motoras complexas e em situações específicas, assim como manipular objetos de formas criativa e diferenciada. Marcante em pessoas que dançam muito bem, praticam a mímica com precisão ou são hábeis em modalidades esportivas diversas. Facilita a sintonização de diferentes habilidades físicas. Crianças com elevada inteligência espacial apresentam capacidade incomum em controlar o corpo e expressar-se por mímicas e caretas, precisando a toda hora mover-se, retorcer-se usando sensações corporais para processarem informações, aprendendo bem menos por ouvir e muito mais por fazer.

• Lógico-matemática, ligada a competência em compreender os elementos da linguagem lógico-matemática, permitindo ordenar símbolos numéricos e algébricos assim como quantidades, espaço e tempo. Presente na Engenharia, na Física e na Matemática, também se manifesta na contabilidade, programadores de computação e outras profissões que recorrem a lógica e os números. Crianças que apresentam uma elevada inteligência lógico-matemática adoram separar, classificar e organizar objetos e brinquedos, aprendem a calcular rapidamente e são excelentes em jogos que envolvem lógica e estratégia e no manejo e compreensão dos desafios ligados a computação.

• Naturalista, associada a sensibilidade de percepção e compreensão dos elementos naturais e da interdependência entre a vida animal e vegetal e os ecossistemas e a leitura coerente e racional da natureza em todo seu esplendor. Marcante no naturalista, botânico, jardineiro e paisagista tem em Darwin seu expoente mais extraordinário. Induz a observações de padrões na natureza, identificando e classificando sistemas naturais. As crianças com elevada inteligência naturalista interessam-se muito por animais e pela vida rural, sabendo quase que intuitivamente separar, organizar e classificar e ilustrar tudo que diz respeito a plantas e sobretudo a animais.

• Lingüistica, voltada a capacidade em adquirir, compreender e dominar as expressões da linguagem colocando em ação a semântica e a beleza na construção da sintaxe. Manifesta em escritores, romancista, jornalistas, palestrantes e poetas, mostra-se expressiva também em pessoas que cultuam a palavra e a construção de idéias verbais ou escritas. Consiste na capacidade de pensar com palavras e de usar a linguagem para expressar e avaliar significados complexos. Crianças com expressiva capacidade lingüistica surpreendem pelo vocabulário que conhecem e utilizam, adoram ler, escrever e contar histórias, mostrando interesse por rima, trocadilhos, charadas e jogos com palavras.

• Sonora ou Musical expressa na capacidade em combinar e compor a música, encadeando sons em uma seqüência lógica e rítmica e estruturando melodias. É a inteligência que se manifesta com mais extraordinário esplendor em maestros, compositores e muitos outros. Destaca pessoas com extrema sensibilidade para a entoação, ritmo, melodia e o tom. Crianças com expressiva inteligência sonora mostram-se sensíveis a sons e seus ambientes, recordando com facilidade de ritmos e melodias. As que sentem-se cercadas por ambiente musical, motivam-se com instrumentos e incorporam a música como elemento comum as suas vidas. Muitas entre elas acumulam coleção de CDs e parece que os fones de ouvido fazem parte da estrutura orgânica de seus rostos.

• Intrapessoal é a inteligência de quem expressa grande facilidade para estabelecer relações afetivas com o próprio eu, construindo uma percepção apurada de si mesmo, fazendo despontar a auto-estima e aprofundando o auto-conhecimento de sentimentos, temperamentos e intenções. Presente de forma mais acentuada em psicanalistas, mostra-se bem caracterizada em assistentes sociais, alguns professores e outras profissões. Crianças com inteligência intrapessoal elevada desde cedo demonstram saber "quem realmente são", não se preocupando muito sobre o que pensam a seu respeito. Valorizam a privacidade e ainda que não gostem muito de misturarem-se a multidão, costumam ser admiradas pelos colegas.

• Interpessoal muito nítida em pessoas que revelam extrema capacidade em compreender a natureza humana em outras pessoas, procedendo uma verdadeira "leitura do outro" quanto seus aspectos emocionais, assim como a destacada facilidade para relações interpessoais e a compreensão da dinâmica dos grupos sociais. Crianças com fortes habilidades nessa inteligência relacionam-se muito bem com outras pessoas, fazem amizade com extrema facilidade e como apresentam elevada sensibilidade para compreender sentimentos de terceiros não raramente são escolhidas para liderar grupos, organizar campanhas comunitárias

• Existencial, ligada a capacidade de se situar sobre os limites mais extremos do cosmos e também em relação a elementos da condição humana como o significado da vida, o sentido da morte, o destino final do mundo físico e ainda outras reflexões de natureza filosófica ou metafísica. Marcante em pessoas com forte espiritualidade é a inteligência dos filósofos, sacerdotes, xamãs, gurus e ainda outros.

De maneira geral é possível crer que todas as pessoas sem problemas mentais específicos possuam todas as nove inteligências com algumas bem mais acentuadas e desenvolvidas que as outras. Trabalhos específicos desenvolvidos em sala de aula contribuem de forma efetiva para "acordar" todas as inteligências nos alunos, ampliando sua criatividade e desenvolvendo-o de forma coerente e holística.


INTELIGÊNCIAS, TALENTOS E APTIDÕES
Já ouvimos não poucas vezes educadores indagarem se o conceito de Inteligências Múltiplas não caracteriza "roupagem nova" para o que antes se conhecia como aptidão ou mesmo como talento. Não existe necessariamente um erro em denominar de aptidão esta ou aquela inteligência, mas enquanto a idéia de "aptidão" mais se aproxima de "habilidade" ou de "capacidade", a inteligência como antes se observou constitui potencial biopsicológico inerente à espécie e sua validade se expressa pela capacidade de resolver problemas ou de criar algo novo. A "aptidão", "performance" ou mesmo o "talento" parece-nos mais claramente associada a idéia de que simbolizam estados avançados desta ou daquela inteligência. O potencial é inerente à evolução, mas a habilidade é conquista educacional com ou sem a intervenção de mediadores. Podemos afirmar, por exemplo, que ao driblar seus adversários e dessa forma livrar-se do problema de uma marcação cerrada o atleta está explorando sua inteligência corporal, mas driblará melhor, com mais aguda performance porquê usou essa inteligência com talento ou com maior habilidade. Ao se assistir o drible de dois atletas não podemos negar a clara evidência de uma inteligência cinestésico-corporal em ação, mas ao constatar que este dribla melhor que aquele, podemos inferir que isso ocorre porque possui maior habilidade, talvez porquê tenha treinado mais intensamente e que essa mesma habilidade poderá ser alcançado por seu colega se se empenhar cada vez mais, desde é claro que seu potencial seja similar.

Muito além da simplicidade do exemplo exposto e desejando propor elementos teóricos (de natureza neurológica, sociológica e antropológica) mais sólidos para caracterizar uma inteligência e, desta forma, isolá-la de palavras que podem gerar alguma confusão, Gardner estabeleceu oito fundamentos que caracterizariam os elementos para aceitarmos uma inteligência.

Esses fundamentos se aplicam as nove inteligência até esta data aferida, mesmo considerando que cada inteligência possa manifestar-se através de diferentes aptidões. Os fundamentos sugeridos por Gardner são:

• Isolamento de uma ou outra inteligência por lesão cerebral.
Uma inteligência pode ser danificada por uma disfunção ou lesão cerebral específica a área do cérebro em que a mesma encontra-se alojada. Uma pessoa, por exemplo, que sofra uma lesão da área de Broca ou de Wernick (lobo frontal esquerdo) apresenta claras deficiências lingüisticas e apresentar problemas para ler, escrever e falar;

• A existência de savant
A palavra savant é usada com freqüência para determinadas pessoas de exponencial talento em uma ou outra aptidão desta ou daquela inteligência, mesmo com sérios comprometimentos em suas ações relativas a outras inteligências. Existem não poucos autistas com sérios problemas lingüisticos ou interpessoais, mas com fortíssima inteligência lógico-matemática ou mesmo musical. Os savants revelam inteligência - ou parte da mesma - superior, enquanto suas outras inteligências operam em baixo nível.

• Momentos definitos de sua manifestação ao longo da vida
Cada atividade desta ou daquela inteligência parece apresentar um ciclo desenvolvimental nítido, onde se destaca a faixa etária em que surge, o momento de maior índice de desenvolvimento e um padrão próprio e específico de declínio com o envelhecimento. Ainda que a manifestação desse ciclo possa variar de inteligência para inteligência, tende a ser o mesmo em todas as pessoas, independente de sua cultura ou de seu ambiente geográfico.

• A presença das inteligências na história evolutiva da humanidade
Ao que tudo indica desde quanto nossa espécie definiu-se como "homo sapiens" já se percebia claramente a existência de diferentes inteligências, marcando pessoas especiais neste ou naquele grupo. Em outras palavras, desde antes da invenção da escrita já era possível detectar em um grupo cultural a existência de pessoas com maior projeção em cada uma das oito ou nove inteligências.

• A sensibilidade da inteligência a uma avaliação
Todas as inteligências humanas podem ser percebidas em suas manifestações, apresentando-se como pouco expressivas em alguns, moderadas em outros e elevadas em terceiros. Embora inexiste um "teste" padrão para quantificar esta ou aquela inteligência, todas as culturas sabem manifestar seu apreço por inteligências elevadas nas manifestações conhecidas. Em outras palavras, qualquer cultura, mesmo as ágrafas, reconhecem a existência de gênios lingüisticos, gênios lógico-matemáticos, gênios musicais e assim por diante.

• Análise de desempenho específico
Gardner demonstra que, ao examinar estudos psicológicos específicos, é possível identificar inteligências operando de maneira quase que isolada uma das outras. Esse fundamentos nos mostra que raramente percebe-se "gênios absolutos" isto é, pessoas excepcionais em todas as inteligências, prevalecendo potencialidades magníficas em matemática, na construção de textos, na composição musical e assim por diante.

• A possibilidade de uma codificação através de um sistema simbólico.
Cada inteligência possui símbolos próprios universais e assim como as linguagens faladas e escritas caracterizam a símbolo estrutural da inteligência lingüistica, os sinais aritméticos, geométricos e os números externam os símbolos lógico-matemáticos. Da mesma forma as notas musicais externam símbolos da composição sonora, existem linguagens gráficas espaciais usadas por engenheiros e arquitetos, a ação corporal na dança e nos esportes é de validade internacional como o é o riso, o choro e outras manifestações espaciais das emoções inerente as inteligências pessoais.

• Operações centrais especifica de cada inteligência
Da mesma forma como cada uma das inteligências conhecidas usam sistemas simbólicos específicos, existe também um conjunto de operações centrais que servem para acionar atividades inerentes a esta ou aquela inteligência. O excelente desempenho cinestésico-corporal, por exemplo inclui a necessidade do domínio de certas rotinas motoras específicas, tal como a construção de um belo texto também envolve procedimentos centrais específicos à inteligência lingüistica.

INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS E A SALA DE AULA
Constitui mérito indiscutível na obra de Gardner a praticidade de sua teoria e, portanto, o uso em sala de aula, independente do nível de ensino com o qual se trabalha e o conteúdo que se busca ministrar. A idéia essencial da teoria é assumir que todo aluno pode expressar saberes através de diferentes linguagens e que, devidamente estimulado, pode explorar sua potencialidade de forma diversificada. O texto abaixo (Texto do autor, extraído de A PRÁTICA DE NOVOS SABERES. EDIÇÕES Livro Técnico. Fortaleza, 2003), apenas como exemplo, procura mostrar a extrema diversidade dessa aplicação e, nesse sentido, enfatiza uma das inúmeras perspectivas de aplicação da teoria das Inteligências Múltiplas em sala de aula.
" Faça de conta que em frente à sala, o professor acabou de fazer uma análise do tema "Capitanias Hereditárias". Se preferir, ao invés deste, o tema tratado foi a "Como extrair-se raiz quadrada", "O funcionamento do pâncreas", "O quadro climato-botânico da Região Sudeste", ou outro tema qualquer. No exemplo que se dará, o tema é pouco importante e o que modela a ação do professor será seu procedimento, ministrando aula desta ou daquela disciplina, para este ou para aquele nível.

Ao concluir sua exposição e esclarecer dúvidas interpretativas, solicita uma síntese sobre o que falou, através da qual, alunos organizados em pequenos grupos, deverão se expressar. Alguns poderão fazer uso de uma linguagem textual e, dessa forma, apresentarão sua síntese com palavras e, portanto, com frases significativas, textos elucidativos, manchetes marcantes, reportagens realistas. Na execução desse trabalho, a atividade centrada na expressão verbal, imporá ao aluno um uso consistente de sua inteligência lingüistica. Mas, enquanto esse grupo busca a melhor forma de expressão verbal, um outro por exemplo, pode estar pesquisando o tema para expressar o conteúdo do mesmo, possível de ser exemplificado por equações, médias, grandezas, gráficos e proporções.

Enquanto o primeiro grupo "mergulhou" no tema, mas buscou resposta lingüistica; o segundo grupo não fez pesquisas menos intensas e conclusivas, mas expressou suas respostas por uma visão lógico-matemática. O tema é o mesmo, mas áreas cerebrais diferentes foras usadas por grupos diferentes. Da mesma forma, o mesmo tema poderá suscitar a um terceiro grupo uma resposta visuo-espacial e, assim, buscará sua expressão através de mapas e de gráficos, de frisas do tempo e de colagens, de mapa conceituais ou outras manifestações da linguagem pictográfica. Observe que, nesse exemplo, três grupos diferentes, centrados em um mesmo tema, buscaram seu aprofundamento e sua integral significação explorando diferentes inteligências.

Mas, será que esse tema ou conteúdo - seja ele qual for - não poderá, por exemplo, ser pesquisado através de uma visão sonora ou musical e, por essa via, propondo-se como letra de uma samba, valsa ou trovas populares ? Será que os alunos empenhados nessa busca o estarão estudando menos profundamente ? Será, por exemplo, que além da linguagem lingüistica ou verbal, lógico-matemática, espacial ou sonora não seria o mesmo tema um excelente desafio para se propor discussões que envolvessem a linguagem corporal cinestésico, naturalista, inter ou intrapessoal ?

Observe que qualquer conteúdo, de qualquer disciplina, pode ser analisando segundo a visão doentia e exclusivista de uma única inteligência, mas pode também, com alunos se revezando em funções que com o tempo de alternam, ser trabalhado de forma interdisciplinar, valendo-se de outras linguagens e, por esse caminho, explorando outras inteligências. Percebe-se pelo exposto que usar as inteligências múltiplas em classes populares é tão simples quanto agir com bom senso.

Mas, cuidado. Existe o bom senso de ontem e o bom senso de agora. O bom senso egoísta e exclusivista de antigamente que buscava normatizar a humanidade, valorizando apenas uma de suas muitas linguagens e, dessa forma, excluindo todos quantos na mesma não eram excelentes e o bom senso de agora que, ao admitir o aluno como singularidade holística, permite a expressão de seu saber através de diferentes formas, exercitando diferentes inteligências."

Concluindo a síntese sobre a aplicabilidade dos fundamentos das idéias de Gardner no contexto da realidade de nossas salas de aula, apresentamos o quando-síntese abaixo.

INTELIGÊNCIAS ALGUMAS ATIVIDADES MATERIAIS DE ENSINO AÇÃO DOCENTE
ESPACIAL
Atividades artísticas, apresentações visuais, metáforas, visualização e mapas conceituais. Concursos fotográficos, metáforas por meio de imagens, símbolos gráficos diversos. Colagens, gráficos, frisas do tempo, mapas, massa de modelagem, argila, lápis de cor, recursos táteis. Coleção de fotos. Explorar o uso de linguagens alternativas, solicitar a transferência de textos para desenhos, gráficos, quadros-síntese

CINESTÉSICA-CORPORAL
Teatro, dança, mímica,, exercícios de relaxamento, atividades diversas que envolvam o uso do corpo Instrumentos de montagem, tampinhas, blocos, equipamentos esportivos, recursos manipuláveis, peças LEGO. Mapas corporais. Solicitar o uso de movimentos do corpo para expressar conhecimentos de disciplinas descritivas. Exercícios sobre consciência física. Propostas sobre cozinhar, costurar, jardinagem, realidades virtuais.

LÓGICO-MATEMÁTICA
Desafios, problemas, enigmas, atividades cientificas de experimentação, desafios numéricos, pensamentos críticos. Concursos sobre resolução de problemas lógicos, criação de códigos, linguagens de computação. Calculadoras, ábacos, jogos matemáticos, desafios que explorem a grandeza, proporções, perspectivas. Uso de escalas diversas. Computador e, quando possível, computador fora de uso para desmontagem e análise. Empenhar-se em desenvolver a capacidade de expressar pensamentos através de gráficos, busca de proporções, médias, grandezas e outros elementos lógicos

NATURALISTA
Excursões, atividades diversas ao ar livre, experiências de classificação animais e vegetais, pesquisas sobre o mundo animal e organização de ecossistemas. Caminhadas naturalistas, etc. Aquários, terrários, hortas coletivas, pequenos museus ou coleções naturalistas. Proposição de desafios que envolvam conhecimento de animais e plantas, transposição de temas para um enfoque naturalista, organização de diários de campo e registros de atividades ao ar livre

SONORA
Aprendizagem rítmica, apresentação de corais abordando temas escolares, seleção e criação de músicas envolvendo os conteúdos disciplinares. Dramatizações e Concertos. Visitas a apresentações musicais. Vinculação de conceitos à música. Gravador, coleção de fitas, instrumentos musicais, coleção de CDs. Aparelhos de reprodução sonora. Sugestão para a criação de paródias, organização de grupos para apresentação de temas escolares com ritmos diversos e uso de fundo musical

LINGÜISTICA
Explanações, debates, organização de tele-jornais ou jornais impressos ou murais, jogos de palavras e atividades que explorem a narração, leitura ou redação. Organização de grupos para debates sobre filmes assistidos, clubes literários, concursos lingüisticos. Livros diversos, dicionários de vários tipos, coleção de jornais e revistas, portfólios sobre temas, concurso de redação, trovas e outros Estímulos para pesquisas bibliográficas, exploração de diferentes habilidades operatórias como sintetizar, analisar, relatar, descrever e outras, desafios sobre interpretação de textos, concursos de manchetes, trovas e poemas para expressar diferentes conteúdos

INTRAPESSOAL
Orientação individual, exploração de pesquisas sobre a auto-estima, aceitação de produções individualizadas, oportunidade de opções para manifestações diferenciadas do conhecimento adquirido. Recursos diversos para auto-avaliação, organização de portfólios, diários, materiais diversificados sobre projetos, orientação pessoal de pesquisas. Exploração de atividades que envolvam a significação dos fatos apreendidos no uso diário, ajuda para a contextualização do apreendido no cotidiano vivido.

INTERPESSOAL
 Trabalhos em grupo, organização de micro-cooperativas e projetos de apoio comunitário, organização de campanhas filantrópicas, reuniões sociais. Propostas para atividades compartilhadas, exercícios de simulações. Jogos coletivos, relação de atividades sociais, arquivo de projetos de ação comunitária, fontes de apoio a ações coletivas. Estímulo a cooperação, proposta de campanhas diversas.

Fonte: http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=10624

A EXECUTIVA NO PARAÍSO

Foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou, deu um gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso Portal. Ainda meio zonza, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas. Todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida abordou um dos passantes:
• Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazida para cá por engano, porque meu convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo mais um
pronto-socorro. Onde é que nós estamos?
• - No céu.
• No céu?...
• É.
• Tipo assim... o céu, CÉU...! Aquele com querubins voando e coisas do gênero?
• Certamente. Aqui todos vivemos em estado de gozo permanente. Apesar das óbvias evidências (nenhuma poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone celular), a executiva bem-sucedida custou um pouco a admitir que havia mesmo apitado na curva.

Tentou então o plano B: convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas avançadas de negociação, de que aquela situação era inaceitável.
Porque, ponderou, dali a uma semana ela iria receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de presidente do conselho de administração da empresa.
E foi aí que o interlocutor sugeriu:
• Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o síndico.
• É? E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?
• Não, não. Basta estalar os dedos e ele aparece.

• Assim? (...)
• Pois não?
A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem. À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro.
Mas, a executiva havia feito um curso intensivo de approach para situações inesperadas e reagiu rapidinho:
• Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou uma executiva bem-sucedida e...
• Executiva... Que palavra estranha. De que século você veio?
• Do 21. O distinto vai me dizer que não conhece o termo 'executiva'?
• Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.
• Foi então que a executiva bem-sucedida teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.
• Sabe, meu caro Pedro. Se você me permite, eu gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse povo todo aí, só batendo papo e andando a toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistêmica.
• É mesmo?
• Pode acreditar, porque tenho PHD em reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?
• Ah, não sabemos.
• Headcount, então, não deve constar em nenhum versículo, correto?
• Hã?
• Entendeu o meu ponto? Sem controle, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo isto aqui vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois podemos consertar tudo isso rapidinho implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.
• Que interessante...
• Depois, mais no médio prazo, assim que os fundamentos estiverem sólidos e o pessoal começar a reclamar da pressão e a ficar estressado, a gente acalma a galera bolando um sistema de stock option, com uma campanha motivacional impactante, tipo: 'O melhor céu da América Latina'.
• Fantástico!
• É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização e um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver.
• !!!...???... !!!...??? ...!!!
• Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Acionista... Ele existe certo?
• Sobre todas as coisas.
• Ótimo. O passo seguinte seria partir para um downsizing progressivo, encontrar sinergias high-tech, redigir manuais de procedimento, definir o marketing mix e investir no desenvolvimento de produtos alternativos de alto valor agregado. O mercado telestérico, por exemplo, me parece extremamente atrativo.
• Incrível!
• É óbvio que, para conseguir tudo isso, nós dois teremos que nomear um board de altíssimo nível. Com um pacote de remuneração atraente, é claro.
Coisa assim de salário de seis dígitos e todos os fringe benefits e mordomias de praxe. Porque, agora falando de colega para colega, tenho certeza de que você vai concordar comigo, Pedro. O desafio que temos pela frente vai resultar em um Turnaround radical.
• Impressionante!
• Isso significa que podemos partir para a implementação?
• Não. Significa que você terá um futuro brilhante... se for trabalhar com o
nosso concorrente. Porque você acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno...

Autor: Max Gehringer (Revista Exame - 2007)

Pesquisa do dia 08/09/2009 - Portfólio

Conceito de portfólio.
Termo de origem anglo-saxônica que designa o conjunto de títulos e ações de um investidor, individual ou institucional. Ou: Documento formal que apresenta as experiências de aprendizagem fora da escola, sendo utilizado para solicitar reconhecimento acadêmico da aprendizagem experimental.

O que é um Portfólio?
Um Portfólio ou Portifólio (ou ainda portefólio) é uma lista de trabalhos de um profissional ou empresa.O Portfólio é uma coleção de todo o trabalho em andamento na organização relacionado com o alcance dos objetivos do negócio. Na disciplina da didática é um instrumento de identificação da qualidade do ensino-aprendizagem mediante a avaliação do desempenho do aluno e do professor; que compreende a compilação dos trabalhos realizados pelos alunos, durante um curso, série ou disciplina.

Para que serve?
O objetivo é de que, num processo de seleção, o “portfólio profissional” seja visto como diferencial competitivo, uma vez que ele revela visão mais ampla do desenvolvimento pessoal, acadêmico e profissional de cada um .

Como usa-lo?
O termo currículo, na atualidade, já está um tanto desgastado, principalmente porque a maioria das pessoas entende que esse é um documento autobiográfico, bastando apenas dele constar os dados pessoais, a formação, os empregos anteriores, e só. Os profissionais de seleção geralmente têm dificuldade para descobrirem diferenciais entre um candidato e outro, através do popular CV. Com essa dinâmica de criatividade, surge o “portfólio profissional”, que até há pouco tempo era usado na área de comunicação, por publicitários, arquitetos e fotógrafos que criaram esse meio para expor os melhores trabalhos aos clientes. Hoje, já está sendo utilizado por profissionais de todas as áreas, como ferramenta para se apresentarem ao mercado de trabalho e aí se diferenciarem em relação aos demais candidatos.

Como desenvolve-lo?
Para iniciar tenha em mãos; * relação de empresas e de cargos pretendidos; * atividades desenvolvidas em cada uma; * realizações significativas: o que você conseguiu para a(s) empresa(s), de preferência com dados numéricos, concretos e datas de entrada e de saída das empresas; * nome da instituição e data de conclusão de cursos, lembrando que só se devem mencionar aqueles que concederam certificados. Após os dados pessoais, fale de sua formação e de conhecimentos específicos em informática, e se tem domínio de algum idioma. Depois escreva um resumo que relate algum projeto de que tenha participado e, se possível, o resultado obtido. É muito bem vista a participação em trabalhos voluntários de Organizações Não-Governamentais / ONG’s – e de instituições de assistência social, pois há crescente preocupação por parte das empresas com o envolvimento dos candidatos em programas e em projetos sociais. Após, dê seqüência, relacionando as empresas por onde passou, não esquecendo de mencionar o cargo e as datas de entrada e de saída; em seguida, faça breve resumo das atividades que desenvolveu, lembrando que os dados devem ser disponibilizados, desde o mais recente até o menos recente. Nas últimas considerações, é bom fazer menção das avaliações finais, quanto ao preparo do portfólio, expondo o que ele acrescentou e a importância dele para sua vida pessoal e profissional. O portfólio é documento que revela se você é dinâmico e mutável, portanto, não deve jamais ser considerado concluído. Pasta individual acadêmica (livre escolha) contemplando um índice seqüencial do material (sugeri-se uma folha de abertura para cada um dos itens abaixo):
 Nome do aluno (a), professor (a), curso, disciplina, série, ano, instituição;
 Índice;
 Justificativa do seu portfólio (texto redigido pelo aluno com criatividade);
 Textos (artigos) lidos com intervenções pessoais (fichamentos orientados pelo professor nas aulas);
 Anotações, registros de aulas (o objetivo de cada aula e a reflexão sobre o que aprendeu em cada aula);
 Trabalho, provas, pesquisas, entrevistas realizadas, estudos de casos;
 Auto-avaliação (felicitações, criticas, proposições, reflexão pessoal sobre o que tem aprendido, o que gostaria de aprender, o que planeja fazer);
 Indicações de leituras, sites e filmes;
 Fotografias, CDS, DVDS com documentação dos momentos / trabalhos registrados;
 Notícias lidas e extraídas de jornais, sites, revistas ou reportagens (com comentários do aluno sobre sua opinião);
 Sugestão de termos para redação;
 Relatórios / comentários de filmes assistidos;
 Produções artísticas;
 Diário reflexivo do processo ensino-aprendizagem (mensagens / recados dos colegas / do professor);
 Glossário e outros.

Fonte: http://www.uepg.br/uepg_departamentos/demet/disciplinas/Roteiro%20portf%C3%B3lio.pdf

Pesquisa do dia 29/09/2009 - Inteligência Emocional

O que é Inteligência Emocional?

A Inteligência Emocional está relacionada com habilidades tais como;
motivar a si mesmo e persistir mediante frustações;
controlar impulsos, canalizando emoções para situações apropriadas;
praticar gratificação prorrogada/adiar a recompensa;
motivar pessoas, ajudando-as a libertarem os seus melhores talentos, e conseguir o seu empenho em objetivos de interesses comuns. (Gilberto Vitor)
Daniel Goleman, no seu livro, mapeia a Inteligência Emocional em cinco áreas de habilidades:
1.Auto-Conhecimento Emocional - reconhecer um sentimento enquanto ele ocorre.
2.Controle Emocional - habilidade de lidar com seus próprios sentimentos, adequando-os para a situação.
3.Auto-Motivação - dirigir emoções a serviço de um objectivo é essencial para manter-se caminhando sempre em busca.
4.Reconhecimento de emoções noutras pessoas.
5.Habilidade em relacionamentos inter-pessoais.

As três primeiras acima referem-se a Inteligência Intra-Pessoal.
As duas últimas, a Inteligência Inter-Pessoal.

Inteligência Inter-Pessoal:
é a habilidade de entender outras pessoas: o que as motiva, como trabalham, como trabalhar cooperativamente com elas.
1. Organização de Grupos: é a habilidade essencial da liderança, que envolve iniciativa e coordenação de esforços de um grupo, habilidade de obter do grupo o reconhecimento da liderança, a cooperação espontânea.
2. Negociação de Soluções: o papel do mediador, prevenindo e resolvendo conflitos.
3. Empatia - Sintonia Pessoal: é a capacidade de, identificando e entendendo os desejos e sentimentos das pessoas, responder (reagir) de forma apropriada de forma a canalizá-los ao interesse comum.
4. Sensibilidade Social: é a capacidade de detectar e identificar sentimentos e motivos das pessoas.

Inteligência Intra-Pessoal:
é a mesma habilidade, só que voltada para si mesmo.
É a capacidade de formar um modelo verdadeiro e preciso de si mesmo e usá-lo de forma efetiva e construtiva.
Os tipos de inteligência
O psicólogo Howard Gardner da Universidade de Harward, nos Estados Unidos, propõe “uma visão pluralista da mente” ampliando o conceito de inteligência única para o de um feixe de capacidades. Para ele, inteligência é a capacidade de resolver problemas ou elaborar produtos valorizados em um ambiente cultural ou comunitário.
Assim, ele propõe uma nova visão da inteligência, dividindo-a em 7 diferentes competências que se interpenetram, pois sempre envolvemos mais de uma habilidade na solução de problemas.
Embora existam predominâncias, as inteligências se integram:
• Inteligência Verbal ou Lingüística: habilidade para lidar criativamente com as palavras.
• Inteligência Lógico-Matemática: capacidade para solucionar problemas envolvendo números e demais elementos matemáticos; habilidades para raciocínio dedutivo.
• Inteligência Cinestésica Corporal: capacidade de usar o próprio corpo de maneiras diferentes e hábeis.
• Inteligência Espacial: noção de espaço e direção.
• Inteligência Musical: capacidade de organizar sons de maneira criativa.
• Inteligência Interpessoal: habilidade de compreender os outros; a maneira de como aceitar e conviver com o outro.
• Inteligência Intrapessoal: capacidade de relacionamento consigo mesmo, autoconhecimento. Habilidade de administrar seus sentimentos e emoções a favor de seus projetos. É a inteligência da auto-estima.

Segundo Gardner, todos nascem com o potencial das várias inteligências.
A partir das relações com o ambiente, aspectos culturais, algumas são mais desenvolvidas ao passo que deixamos de aprimorar outras.
Nos anos 90, Daniel Goleman, também psicólogo da Universidade de Harward, afirma que ninguém tem menos que 9 inteligências. Além das 7 citadas por Gardner, Goleman acrescenta mais duas:
• Inteligência Pictográfica: habilidade que a pessoa tem de transmitir uma mensagem pelo desenho que faz.
• Inteligência Naturalista: capacidade de uma pessoa em sentir-se um componente natural.

Importância das Emoções
Sobrevivência: Nossas emoções foram desenvolvidas naturalmente através de milhões de anos de evolução.
Como resultado, nossas emoções possuem o potencial de nos servir como um sofisticado e delicado sistema interno de orientação.
Nossas emoções nos alertam quando as necessidades humanas naturais não são encontradas.
Por exemplo, quando nos sentimos sós, nossa necessidade é encontrar outras pessoas.
Quando nos sentimos receosos, nossa necessidade é por segurança.
Quando nos sentimos rejeitados, nossa necessidade é por aceitação.

Tomadas de Decisão: Nossas emoções são uma fonte valiosa da informação. Nossas emoções nos ajudam a tomar decisões.
Os estudos mostram que quando as conexões emocionais de uma pessoa estão danificadas no cérebro, ela não pode tomar nem mesmo as decisões simples.
Por que? Porque não sentirá nada sobre suas escolhas.

Ajuste de limites: Quando nos sentimos incomodados com o comportamento de uma pessoa, nossas emoções nos alertam.
Se nós aprendermos a confiar em nossas emoções e sensações isto nos ajudará a ajustar nossos limites que são necessários para proteger nossa saúde física e mental.

Comunicação: Nossas emoções ajudam-nos a comunicar com os outros.
Nossas expressões faciais, por exemplo, podem demonstrar uma grande quantidade de emoções.
Com o olhar, podemos sinalizar que precisamos de ajuda.
Se formos também verbalmente hábeis, juntamente com nossas expressões teremos uma possibilidade maior de melhor expressar nossas emoções.
Também é necessário que nós sejamos eficazes para escutar e entender os problemas dos outros.

União: Nossas emoções são talvez a maior fonte potencial capaz de unir todos os membros da espécie humana.
Claramente, as diferenças religiosas, cultural e política não permitem isto, apesar dar emoções serem "universais".

Como melhorar seu QE?
Daniel Goleman em seu livro diz que a melhor maneira de tornar as pessoas mais inteligentes emocionalmente é começar a educá-las quando ainda são crianças.
Em uma entrevista à HomeArts ele adverte que deve-se lembrar que ensinar inteligência emocional às crianças não significa que você não possa ser neurótico.
Você apenas precisa ver o que a criança precisa, e estar lá para ela.
Nesta mesma entrevista Daniel Goleman afirma que para um adulto melhorar sua própria inteligência emocional, a primeira tarefa é desaprender e reaprender, devido ao fato que seus hábitos emocionais foram aprendidos na infância.

Escola da Educação
Uma das grandes preocupações dos pais hoje em dia, é educar seus filhos emocionalmente, ou seja, prepará-los para enfrentar os desafios impostos pela vida com inteligência. Ensiná-los, como reagir nas diversas ocorrências que podem vir a acontecer.

Segundo, Terezinha Castilho Fulanetto, devemos desenvolver todos os tipos de inteligência na criança, pois se todo o espectro é estimulado, a criança se desenvolve mais harmonicamente, previnindo obstruções e evitando bloqueios de capacidades.
Todas as competências da criança devem ser estimuladas.

"Ter inteligência emocional significa perceber os sentimentos dos filhos e ser capaz de compreendê-los, tranquilizá-los e guiá-los." Diz John Gottman em seu livro Inteligência Emocional e a Arte de Educar Nossos Filhos.
Segundo ele, os pais devem ser os preparadores emocionais dos filhos, o que muitas vezes não tem ocorrido devido ao stress e a correria do cotidiano.

A infância modificou-se muito nos último anos, o que vem dificultar ainda mais o aprendizado afetivo.
Os pais que são efetivamente preparadores emocionais, devem ensinar aos filhos estratégias para lidar com os altos e baixos da vida. Devem aproveitar os estados de emoções das crianças, para ensiná-las como lidar com eles e ensiná-la como tornar-se uma pessoa humana.

Porém, nas últimas décadas, uma visão desmedidamente liberal entre pais e filhos e escola/crianças tem comprometido a educação e o aprendizado, diz Roberto Lira Miranda, em Além da Inteligência Emocional:
Uso integral das aptidões cerebrais no aprendizado, no trabalho e na vida.
O receio de produzir crianças reprimidas está gerando uma quantidade muito grande de crianças mal educadas e emocionalmente menos aptas.

Para aqueles pais que ainda não são preparadores emocionais, Gottman, propõe 5 passos para que se tornem:
1. Perceber as emoções das crianças e as suas próprias;
2. Reconhecer a emoção como uma oportunidade de intimidade e orientação;
3. Ouvir com empatia e legitimar os sentimentos da criança;
4. Ajudar as crianças a verbalizar as emoções;
5. Impor limites e ajudar a criança a encontrar soluções para seus problemas.

Embora os pais tenham papel fundamental na educação emocional dos filhos, algumas iniciativas em escolas têm se mostrado positivas.
Hoje, assistimos ao fortalecimento do indivíduo enquanto pessoa, fazendo com que as instituições, para obter sucesso, moldem-se aos indivíduos, treinando professores para tal missão.
Segundo Gilberto Vitor, estamos assistindo a passagem de uma sociedade de sobrevivência para uma de realização pessoal, onde o indivíduo ganha importância enquanto valor e responsabilidade.
Daí o surgimento de tantas associações.

O "princípio da educação emocional" é simples. Devemos ensinar ao indivíduo o senso de respeito, importância e de responsabilidade. Não apenas falando ou impondo responsabilidades, mas compartilhando responsabilidade com ele.
E isto é fácil de se conseguir:
atividades em equipes, onde todos trabalham igualmente e possuam a responsabilidade de manter a equipe viva.

Ainda segundo Gilberto Vitor, a "escolas emocionais" devem:
Investir menos esforços em medir conhecimentos (as notas) e mais tempo e enfoque na aprendizagem.
Compartilhar responsabilidades com seus alunos.
Investir nas tecnologias modernas de ensino.
Identificar e promover talentos individuais.
Promover reciclagem permanente de professores.
Enfatizar atividades em grupo.
Enfatizar a criatividade de cada aluno.
Ensinar o aluno como aprender.

Percebemos que a educação deve ser prioridade do Estado.
Mas não só uma responsabilidade dele. Todos devemos compartilhar na educação de nossas crianças e adolescentes, dando oportunidade a eles de crescer e "se tornar adultos", dando oportunidade de mostrarem-se à humanidade, para que fatos lamentáveis, como adolescentes incendiando mendigos, deixem de acontecer.

"Todos somos beneficiários de uma boa educação da juventude."

Terezinha Castilho Fulanetto é orientadora educacional e coordenadora pedagógica do Curso de Educação Infantil do Instituto de Ensino "Santo Ivo".

PUBLICADA POR ISABEL PERRY EM 18:04